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terça-feira, 18 de novembro de 2008

A crítica também decepciona


Dias atrás, num sábado a noite, estava animada para fazer um bom programa. Foi então, que resolvi convidar meu marido para ir ao cinema. Afinal, fazia um bom tempo que não saíamos para nos distrair, e um cineminha é sempre bem-vindo.

Como não tínhamos nada em mente, eu me antecipei e consultei um desses guias de um determinado jornal. Depois de passar os olhos pelas páginas de cinema e ler o que dizia a crítica, eu e meu marido optamos pelo filme Missão Babilônia, do diretor francês Mathieu Kassovitz.

Como gostamos muito de ação, nossa expectativa era grande. Além disso, a história parecia interessante por se aproximar do filme Filhos da Esperança (Direção: Afonso Cuarón), onde um sujeito mercenário, chamado Toorop (Vin Diesel), tinha em suas mãos uma missão quase impossível. Ele precisava transportar em segurança até os Estados Unidos, a jovem Aurora (Melanie Thierry), reclusa em um convento do Cazaquistão, que guardava um segredo capaz de salvar toda a humanidade.

Mesmo com algumas cenas quentes, já que Toorop precisava defender Aurora de diversos inimigos, não passou muito tempo para nos decepcionarmos com o longa. A sensação era de algo incompleto, recheado de perguntas sem respostas. Mas, afinal, o que poderia ter dado errado com o enredo? Só mais tarde ao ler uma entrevista com Kassovitz, pude entender o "x" da questão. Segundo o cineasta, o motivo do fracasso foi uma divergência com Joseph Simas (co-escritor) no momento da edição, onde, aproximadamente, 70 minutos do filme foi cortado.

Confesso que fiquei frustrada, principalmente por ter confiado na crítica. Foi aí que me lembrei que a crítica também pode decepcionar. E por que não? Certa vez, participava de uma palestra, e um dos palestrantes, o jornalista e crítico de O Globo, Arthur Dapieve, disse que o ritmo das redações, questões de espaço, a falta de preparo e aprofundamento no assunto colaboram efetivamente para uma crítica vazia, que analisa superficialmente o produto.

Pensando no que acontece nas redações, acabei indo mais longe, outro fator importante e óbvio deve ser considerado: a visão de mundo. Acabamos nos esquecendo que as pessoas não são iguais. O sujeito que realiza este trabalho, tem a percepção, o olhar e tantos outros fatores distintos, e com certeza essa reflexão nos tornará um pouco mais maleáveis.

Seção Trailler: Star Trek no ar (ou no espaço?)


Confesso que como grande fã da série clássica, fiquei meio desconfiada a respeito do novo filme do Star Trek, que já está sendo amplamente divulgado. Aliás, prefiro o nome inglês mesmo, porque quando se fala em Jornada nas Estrelas (o nome no Brasil), já começam a pensar em Dart Vader e sabres de luz... ô, meu deus. Jornada e guerra são diferente, ok? Apesar de serem nas estrelas...

Voltando. Eu sou apaixonada pelo Kirk, não exatamente por William Shatner (ator que protagonizou o Capitão na série clássica), mas pelo personagem audacioso, corajoso, sério e sexy que ele representa. Um achado para as mulheres. O Kirk do novo filme, o ator Chris Pine, é mesmo muito bonito, mas quero ver se ele tem o "estilo" Kirk do meu ídolo da série clássica. Porque as mulheres sabem que não basta beleza, é preciso muito, muito mais.

E o que tem a série clássica de tão especial? Tá, podem dizer que algumas montagens são meio toscas e que a maquiagem não é como se diga: "nossa, que maravilha!". O que mais me encanta são as temáticas, tão atuais ainda, apesar de 42 anos de vida da série. Amor, guerra, respeito, racismo, machismo e imperialismo são temas recorrentes vistos com muita humanidade que permitem ao expectador analisar a própria sociedade. Exemplos: episódio em que o capitão é dividido em dois, o lado calmo (sem iniciativa) e o audacioso (sem limites). Nenhum consegue sobreviver sozinho, é preciso dosar as características dos dois para poder ser líder, saber decidir e saber se controlar. Outro exemplo é do episódio em que as mulheres precisam tomar pílulas para se tornarem bonitas a fim de casarem-se. A beleza parecia ser a coisa mais importante, até que uma delas se destaca e prova que é muito mais.

Curiosidade: Willian Shatner (o Capitão Kirk) e Nichelle Nichols (a Tenente Uhura) protagonizaram o primeiro beijo interracial da televisão estadunidense.

E agora, interessado na história? Acompanhe abaixo o trailler do novo Star Trek, que estréia 8 de maio de 2009 nos cinemas. Quero ver se vai me conquistar como a série dos anos 60 me encanta até hoje!











www.omelete.com.br

Seção: Remember

Esta é uma cena do filme " Harry e Sally : Feitos um para o outro" , de 1989. Tendo como protagonistas Meg Ryan, e Billy Crystal, o filme conta, a já "manjada", história de dois ex-colegas de classe, que se apaixonaram na adolescência e após se reencontrarem, quase trintões, relembram a juventude e vivem um novo romance.
O longa tornou-se inesquecível no gênero por ter uma cena digamos mais picante ( veja a foto acima). O que Sally (Meg Ryan) faz nesta cena?
Promoção válida até às 21:00 horas do dia 25 de novembro

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Seção: Frases do cinema


Preparem o café da manhã e comam bem... porque esta noite vamos jantar no inferno! (300)

Notícia: Tony Ramos e Dan Stulback juntos no cinema

Fonte: Redação Online da Contigo

Depois de dividirem o palco na peça "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, Tony Ramos e Dan Stulbach protagonizam juntos a versão cinematográfica desse texto, que leva o nome de "Tempos de Paz".
Daniel Filho dirige o filme e ainda faz parte do elenco, que também conta com Ailton Graça, Anselmo Vasconcelos, Louise Cardoso e Maria Maya.O longa-metragem, cuja história se passa no ano de 1945, quando a Segunda Guerra terminava na Europa, foi todo rodado no Rio de Janeiro. A estréia está prevista para o primeiro semestre de 2009.

Opinião Claquete: Preparem-se! Ver Tony Ramos, em qualquer mídia que seja, sempre vale a pena! Para quem ainda não viu, recomendo "Se eu fosse você", filme no qual ele troca de lugar com a personagem de Gloria Pires. Dá pra ter idéia das risadas...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Os altos vôos do cinema

Um avião que ruma a um lugar qualquer. Pessoas e malas engalfinham-se nos estreitos corredores, um passageiro (geralmente uma autoridade política, filhos de empresários ricos ou executivos de uma grande empresas) é abordado por outro passageiro aparentemente inofensivo, enquanto a comissária-de-bordo pergunta com um sorriso amarelo: “Alguém quer uma bebida?” E os dois respondem: “Um whisky duplo, com muito gelo”!

Depois de saborearem o whisky para ficarem “tranqüilos”, falam sobre o jogo de futebol americano do dia anterior, de como está o tempo, enfim, uma conversa de quem não tem assunto. Nesse interim, a comissária faz gestos de como posicionar as máscaras de oxigênio que cairão sobre as cabeças de quem está a bordo, caso aconteça alguma turbulência ou despressurização do avião.

O pássaro de aço decola e os passageiros sentem frio na barriga. A 30 mil pés do chão, o homem suspeito se levanta da poltrona e anuncia: “Isso é um seqüestro. Fiquem quietos! Eu tenho uma bomba e posso usá-la a qualquer momento...”.

Acho que já dá para adivinhar do que eu estou falando, não é leitor? Eu também gosto de filmes que tenham um avião como cenário: toda a movimentação, as turbulências enfrentadas pelo terrorista, (que assume o comando da aeronave sem o menor preparo), entre outros clichês comuns no gênero.

Santos Dumont ficaria feliz com a popularidade que sua invenção alcançou nas telonas e também na TV. A sessão de filmes da Rede Globo, Tela Quente, exibiu nos meses de setembro e outubro, três filmes envolvendo esse meio de transporte.

No dia 8 de setembro, foi exibido o longa United 93, que conta a história real das vítimas do acidente com o vôo 93 da United Airlines, durante a série de atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001.

Os terroristas tinham o plano de colidi-lo com a Casa Branca, no entanto, ele caiu num campo aberto, no Estado da Pensilvânia matando 45 pessoas entre passageiros, tripulantes, piloto e co-piloto.

O filme é entremeado por cenas reais captadas pelas redes de televisão de maior audiência dos Estados Unidos, como CNN e NBC.Os passageiros ligam o tempo todo para seus familiares numa despedida distante e com muitas lágrimas. É um pouco maçante de assistir, mas, no fim, você se emociona e se pergunta: “Como esses passageiros tiveram coragem para enfrentar os terroristas?”.

Já no dia 22 do mesmo mês, exibido Plano de Vôo, no qual a atriz Jodie Foster interpreta uma mulher viúva, que viaja de Berlim para NovaYork com sua filha de seis anos.

Depois de entrar no avião, ela toma calmantes e adormece. Ao acordar, percebe que Júlia sumiu e começa uma busca desesperada pela menina, além de tentar provar aos passageiros e à tripulação que não está sob efeito dos remédios e, que a criança realmente desapareceu da aeronave.

Plano de Vôo é mais um dos grandes sucessos da carreira de Jodie Foster, mestra nos filmes de suspense, ela mostra que ainda está em forma. Destaque para a cena em que ela usa a dinamite trazida pelo seqüestrador para explodi-lo, juntamente com o porão da aeronave, que felizmente já havia aterrissado. O efeito especial é muito bom.

Em 20 de outubro, a sessão exibiu o título Vôo Noturno. A trama é bastante simples.

Uma jovem gerente de hotel, com medo de avião, viaja de volta para casa após o funeral da avó. Senta-se na poltrona ao seu lado, um jovem bom-papo, bem vestido por quem ela logo demonstra interesse, porém, esse clima tranqüilo predomina só aqui embaixo, já que quando estão nas alturas, ele revela que é membro de uma organização criminosa e ameaça a vida da garota se ela ajudá-lo a matar o Secretário de Segurança da Flórida, que está hospedado no hotel onde ela trabalha.

Como vemos, os aviões são palco para muito suspense, horror e drama e, apesar dos clichês são boas pedidas para quem quer sentir um frio na barriga sem sair do chão.

Promoção NA MOSCA!

Diga qual é minutagem exata das cenas abaixo e ganhe um DVD!

Mas tem que ser a hora, o minuto e segundo exatos, ok?


Os primeiros 3 e-mails com as respostas corretas levam o dvd do filme Hancock!




LARANJA MECÂNICA



CIDADE DE DEUS



CAÇADORES DA ARCA PERDIDA



KILL BILL VOLUME I



GLADIADOR

promoção válida até às 21h do dia 11/11/08


Lançamento de DVD - BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS

O BOM É OBSCURO, O MAU É COLORIDO

Quando o diretor Tim Burton realizou Batman, o mundo era outro: fim da traumática guerra fria, derrubada do Muro de Berlin – que simbolizava a divisão entre socialistas e capitalistas –, a internet ainda estava em gestação... Logo, o espírito fantasioso da produção tinha tudo a ver com a circunstância em que se encontrava. Até mesmo o vilão Coringa, interpretado por Jack Nicholson tinha um ar humorístico que, ao invés de assustar, fazia rir. Depois da seqüência de Tim Burton, Joel Schumacher deu uma cara ainda mais carnavalesca ao universo cinematográfico do homem-morcego: piadas infames como o “Bat-cartão-de-crédito” e a armadura com mamilos do herói afundaram a franquia.



Até que chegou o ótimo diretor Christopher Nolan (Amnésia) e, em 2005, recomeçou do zero a história de Bruce Wayne, milionário que, traumatizado com o assassinato de seus pais, decide viajar pelo mundo para aprender artes marciais e se torna o vigilante Batman. Neste mundo pós-11 de Setembro, Nolan buscou o máximo de realidade possível, transformando a Gotham mergulhada no caos em uma cópia de nossa realidade com seu Batman Begins. O filme foi um sucesso de público e crítica e sua seqüência vinha sendo aguardada ansiosamente.

E não é que Batman – O Cavaleiro das Trevas conseguiu superar o filme anterior (caso raro em Hollywood)! Com um pé ainda mais afundado na realidade, um herói que age violentamente, porém buscando fazer a coisa certa, e um vilão extremamente assustador, que rouba a cena cada vez que aparece, esta seqüência pode ser considerada um marco na história do cinema moderno. A começar pelo fato de ser este o último trabalho completo do ator Heath Ledger, que morreu após ingerir uma overdose de remédios, pouco depois do término das filmagens. Seu Coringa é extremamente violento, sarcástico, frio, perigoso, psicopata, assassino... (ufa!), ao contrário do que entregou Jack Nicholson. É, sem dúvida, uma das maiores interpretações já vistas e tem tudo para ganhar um Oscar, mesmo que postumamente.

Christian Bale também está mais maduro no papel de Bruce Wayne / Batman. Aliás, o elenco é outro ponto positivo: Maggie Gyllenhaal substitui Katie Holmes e dá mais vida à Rachel Dawes; o ótimo Aaron Eckhart interpreta Harvey Dent, que, todos sabem, se transforma em Duas Caras; os mitos Michael Caine e Morgan Freeman voltam com seus personagens de Batman Begins (o mordomo Alfred e o especialista em tecnologia Lucius Fox, respectivamente); Gary Oldman também retorna com seu Jim Gordon, que, enfim, passa de tenente para comissário.

E o roteiro é outra pérola a ser apreciada. A narrativa não pára um segundo, deixando os personagens a todo momento em alguma situação de perigo. No final do filme anterior, Gordon questiona ao homem-morcego como eles enfrentarão a escalada da violência (“nós compramos semi-automática, os bandidos passam a usar pistolas automáticas; nós usamos coletes à prova de balas e eles passam a usar munição perfurizantes de Kevlar; surge você, um herói mascarado, agora aparece bandidos fantasiados”). Pois agora o maior desafio de Batman é enfrentar um psicopata que quer provar que todos podem ultrapassar os limites do bom senso. Personagens morrerão, durante a projeção. Mas uma coisa é certa: um clássico acabou de nascer.
Lançamento do DVD: 8 de dezembro

Biografia: Tim Burton

UM GÓTICO EM HOLLYWOOD
As sombrias histórias dos filmes de Tim Burton emocionam e mostram que o bizarro também pode ser bonito

Manter o pulso firme e conservar suas características artísticas é quase impossível na indústria hollywoodiana, onde os produtores e executivos sempre querem dar um palpite. Imagine, então, a dificuldade que deve passar Tim Burton, um dos maiores cineastas da nossa geração. Gótico assumido, o diretor é apaixonado por temas bizarros, e faz questão de colocar todos seus temas preferidos em suas obras. Morte, escuridão, melancolia, personagens que não se encaixam na realidade em que vivem... Em cada filme produzido por Burton, podemos encontrar as características da personalidade do diretor, mesmo nas histórias do herói Batman, em animações bizarras como A Noiva Cadáver ou a natalina O Estranho Mundo de Jack, ou até em refilmagens de clássicos como Planeta dos Macacos e A Fantástica Fábrica de Chocolate. Não importa o tema. A visão gótica do diretor sempre estará lá.

Timothy William Burton nasceu em 1958, na Califórnia, EUA. Apaixonado por filmes de terror desde pequeno, sempre teve problemas de relacionamento. Na adolescência, conheceu a literatura gótica de Edgar Alan Poe e os filmes de Vicent Price e Edward D. Wood. Quando terminou o colegial, ganhou uma bolsa de estudos da Disney, para aprender animação. Em três anos, já fazia parte do Walt Disney Studios, mas não ficou muito tempo por não concordar com a direção artística da empresa. Além disso, não conseguia produzir seus trabalhos, que, segundo a produtora, eram muito obscuros. Não teve outra opção senão juntar dinheiro para filmar seu primeiro longa-metragem, As Grandes Aventuras de Pee Wee (1985). Apesar de ser um filme infantil, Pee Wee foi sucesso de público, mas ainda não continha as características que fizeram a marca de Tim Burton.


Personagens bizarros
O que se viu após o primeiro longa de Burton foi uma série de filmes com temas góticos e personagens bizarros: fantasmas, um esqueleto vestido de Papai Noel, um sujeito fantasiado de morcego, um homem com mãos de tesoura, um cavaleiro-sem-cabeça, anões palhaços, gigantes, macacos falantes, uma noiva cadáver, um cabeleireiro homicida... A lista mais parece uma festa Halloween, no entanto, é a premiada filmografia do diretor.

Burton surpreendeu o mundo com Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice) em 1988. Esta comédia de humor negro concorreu ao Oscar de melhor Efeitos Especiais e ganhou o de Maquiagem. Aqui estão claras as características do diretor: fantasia, história macabra, roupas listradas. Tim Burton ganhou tanta moral com o sucesso de “Os Fantasmas...” que ficou encarregado de trazer para as telonas um dos maiores heróis dos quadrinhos: Batman. Recorde de bilheteria de 1989, o filme do homem morcego era obscuro, trazia um Bruce Wayne fechado para o mundo e Gotham City, como o próprio nome diz, era extremamente gótica, cheia de sombras e enormes catedrais.

Com apenas três filmes, Tim Burton pôde fazer seu filme autobiográfico, Edward Mãos de Tesoura (1990). O conto, criado pelo diretor ainda na adolescência, narra a história de Edward, uma espécie de robô feito por um inventor que morreu antes de poder trocar suas navalhas por mãos de verdade. Encontrado por uma senhora suburbana dos EUA, o rapaz se sente deslocado da sociedade que o teme e o rejeita por ser diferente. A história faz um paralelo com a vida de Burton que, na juventude, se sentia rejeitado pelas pessoas. Isto é representado pelas mãos de tesoura do personagem, que o impedem de tocar qualquer coisa ou alguém. Repleto de referências góticas, como a roupa escura e a maquiagem do protagonista, e com uma pitada de crítica social, o filme inicia a parceria do diretor com o ator Johnny Depp. Uma obra-prima.

Em 1992, Burton volta ao mundo do homem morcego com Batman – O Retorno. Com o sucesso do primeiro longa, o diretor tem mais liberdade para deixar o herói ainda mais obscuro que o anterior. Mas percebemos a presença de Tim Burton na composição do vilão Pingüin, que no cinema ganha um passado diferente. Aqui, o vilão é psicologicamente afetado depois de ser abandonado pelos pais. Após o trauma, o personagem se isola do mundo, outra das características dos personagens de Burton.

Depois da história do herói, Burton voltou seus olhos para a animação. Ele já havia feito Vicent, em 1982, curta-metragem sobre um garoto que não entendia o mundo e queria se tornar Vicent Price, conhecido ator de filmes de terror (e ídolo do diretor). Em 1993, Tim Burton lançou O Estranho Mundo de Jack, escrito por ele e dirigido por Henry Selick, seu parceiro de produção. No roteiro, Jack é um esqueleto que vive feliz em Halloweentown, mas sente falta de alguma coisa em sua vida. Após descobrir a “Cidade do Natal”, leva o feriado para sua terra. Mais uma vez, as principais características de Burton ficam expostas, como a poesia gótica das músicas, as roupas listradas, a bizarrice da história e o personagem que não se encaixa na sociedade em que vive.


A crise de bilheteria
A partir de 1994, Tim Burton vive uma crise com a bilheteria americana. Sucesso de crítica, com duas estatuetas – melhor ator coadjuvante e maquiagem - Ed Wood foi completamente ignorado pelo público. Filmado em preto e branco, o longa narra a vida de Edward D. Wood, apontado por muitos como o pior diretor de todos os tempos (porém, ídolo de Burton). Johnny Depp repete a parceria de Edward Mãos de Tesoura e dá vida ao cineasta enlouquecido. Outro personagem desajustado na sua sociedade e o tema macabro (Ed Wood era diretor de filmes de terror) são a marca registrada de Burton nesta película.

Inspirado nas produções cinematográficas B, mas com elenco A - Jack Nicholson, Michael J. Fox, Glenn Close, Natalie Portman, Danny DeVitto e Pierce Brosnan – Tim Burton brinca com a “democracia e liberdade” americana com Marte Ataca! (1996), paródia dos filmes de ficção científica dos anos 50 e 60, quando o comunismo ameaçava o mundo ocidental. A crítica odiou e o público passou longe dos cinemas. Se o tema gótico ficou de fora, a bizarrice da história e dos invasores marcianos são a assinatura do diretor no longa.

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça trouxe mais uma vez o tema sombrio à filmografia do diretor. E mais uma vez, a parceria Tim Burton-Johnny Depp acontece nessa fábula gótica na qual uma cidadezinha vitoriana é ameaçada por uma lenda local, que decepa seus moradores, causando terror na região. O cético detetive Ichabod Crane (Depp), com seus métodos científicos, é convocado para resolver o problema. Fotografia cinzenta, cemitério, névoa no horizonte, lápides de pedra e roupas escuras fazem o goticismo desta película. Se o grande público não gostou, Burton conquistou mais uma vez a crítica, recebendo um Oscar pela Direção de Arte, e indicações pelo Figurino e pela Fotografia, em 1999.

Ao dirigir O Planeta dos Macacos (2001), Burton mexeu num vespeiro perigoso, já que o clássico de 1968 tinha milhares de fãs. A refilmagem foi um fracasso de público, apesar da grande campanha de marketing e dos elogios que recebeu. A história, todo mundo conhece: astronauta se perde no espaço e vai parar num planeta dominado por macacos, onde humanos são escravos. Tim Burton deixa um pouco de lado suas características sombrias, mas podemos encontrar um pouco de sua influência na crítica racial/social entre homens e primatas e nas armaduras dos soldados símios.


De volta ao topo
Em 2003, Burton vivia duas experiências opostas: seu pai faleceu e sua mulher, a atriz Helena Bonham Carter, ficou grávida. Os eventos o levaram a produzir um de seus trabalhos mais elogiados, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas. Tim Burton conquistara o mundo outra vez! O diretor resolve trocar a escuridão de seus filmes por uma fantasia colorida, ao acompanhar William, um sujeito que se desentendeu com seu pai por não acreditar nas histórias que ele contava. Depois de anos sem falar com o progenitor, e ao saber que o “contador de histórias” está morrendo, ele passa a investigar seu passado. O que se segue é uma seqüência de personagens bizarros (palhaços anões maquiados, um gigante comedor de ovelhas, gêmeas siamesas, bruxas que enchergam o futuro e muito mais) e uma história de relação entre pai e filho capaz de fazer até o mais machão deixar escapar uma lágrima.

E já que a fase estava boa outra vez, Tim Burton foi atrás de outra polêmica: anunciou que faria mais uma refilmagem, desta vez do clássico infantil A Fantástica Fábrica de Chocolate. Para tanto, convocou mais uma vez seu ator predileto, Johnny Depp, e usou como base o livro homônimo e não o filme anterior. Na história, nenhuma novidade: garoto humilde é um dos cinco sorteados para conhecer a fantástica fábrica de chocolates. O que surpreende na refilmagem é o tom sarcástico do humor, a fotografia colorida e a excentricidade do personagem Willy Wonka (Depp). O dono da fábrica de chocolates parece odiar crianças e possui um jeito levemente afeminado. Como saber se é um filme de Tim Burton? Preste atenção ao redor da fábrica, nos tetos e paredes. As sobras e a escuridão estão lá, mesmo com a presença das cores fortes dos doces. Além, é claro, do protagonista bizarro. Sucesso de público e crítica.

No mesmo ano em que lançou a Fantástica Fábrica de Chocolates, Burton voltou ao mundo da animação em stop-motion com A Noiva Cadáver (2005). A técnica, que consiste em filmar quadro a quadro os bonecos, mostrou que pode disputar qualidade com a animação gráfica. E quando parece que o diretor não poderia mais surpreender, ele traz uma história de amor entre um homem e uma mulher morta! Acredite, nas mãos dele, este romance gótico é belo e sensível. Cheio de números musicais, esta animação junta todos os conceitos artísticos e pessoais de Burton: personagens melancólicos, romances impossíveis, tema gótico, fantasia macabra. É surpreendente a visão de Tim Burton sobre realidade: o diretor mostra o mundo dos vivos sempre com cores cinzas, cheio de sombras e tristezas, enquanto o mundo dos mortos é colorido, alegre e musical. A morte talvez não seja o pior momento da vida!

Este ano os cinemas receberam Sweeney Todd, mais uma vez com Johnny Depp. Na história, o caso do lendário barbeiro que, após ser expulso injustamente de Londres, retorna para se vingar, assassinando seus inimigo com sua navalha de ofício. Ah, e sua companheira prepara o rango com o resultado da carnificina. Mais Burton, impossível.

Histórias macabras, fantasmas, homem morcego, amor gótico, humor negro, personagens que não estão felizes no próprio ambiente, filmes de terror, Johnny Depp, roupas listradas, fantasias bizarras. Este é Tim Burton. E este é seu mundo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


O OLHAR ESBRANQUIÇADO

Em cima da hora para sessão do filme Ensaio sobre a Cegueira do diretor brasileiro Fernando Meirelles, observo que não há fila para compra do bilhete daquela sessão. Eu, meu marido e dois casais de namorados formávamos a pequena fila. A confirmação do pouco público veio quando entrei na sala de cinema: dez pessoas no máximo compunham o local.

O filme Ensaio sobre a Cegueira foi baseado na obra de mesmo nome do escritor português José Saramago. Durante anos o diretor Fernando Meirelles tentou comprar os direitos do livro de Saramago, sempre sem sucesso. O escritor afirmava que obras que viram filmes acabam fazendo com que o leitor perca a linha de imaginação, porém depois de muita insistência resolveu ceder.

Não tive oportunidade de ler o livro, porém estava super entusiasmada e interessada em assistir o filme. Com a crítica dividida, Ensaio sobre a Cegueira, surpreendeu e também decepcionou muitos expectadores.

O filme que conta à história de uma sociedade inteira contraída por um surto de cegueira “branca” pois as pessoas ao contrário da cegueira comum enxergavam apenas um grande clarão. Apenas uma das personagens não contraiu a doença que mostrava ser facilmente transmitida. Ensaio sobre a Cegueira não chegou a me surpreender, nem decepcionar posso dizer que o filme foi bom.

Julianne Moore vive a falsa cega que por amor ao marido resolve se juntar no precário abrigo onde isolavam as pessoas contaminadas. Durante todo o filme ela se dedica a ajudar as pessoas no convívio e também a fugir daquele local, já que passavam por terríveis dificuldades. Sempre omitindo sua condição de enxergar.

Uma lição de humanismo pode ser apreciada pela performance da atriz, porém o lado do proveito e do oportunismo também pode ser observado. Como próprio Saramago afirma em suas declarações Ensaio sobre a Cegueira é pesado e desesperador para todos que conhecem a história.

Ao final do filme observo os comentários da minúscula platéia e percebo que assim como a crítica as opiniões se dividiam. Um dos casais que estava na fila da bilheteria chega a discutir entre si, resolvo me aproximar e saber o motivo.
Fernanda Machado e Roberto Pedroso estavam divididos, Roberto já tinha lido o livro e gostou muito do filme. Já Fernanda, só fez criticas ao elenco, a história, a fotografia e a imagem. Confesso que também me incomodou um pouco a claridade em excesso que Meirelles colocou nas telas. Ela ainda culpou o namorado por não ter assistido a outro filme. Meu marido também na conversa expressou sua insatisfação com o filme, concordando com a moça.
Como já dizia o sábio, nem Jesus Cristo agradou a todos, pelo menos vivemos em uma democracia onde todos ainda podem expressar suas opiniões promovendo debates e podendo enxergar histórias alheias sobre diferentes olhares.

Nós da Claquete! preparamos um Quiz para você testar seus conhecimentos de cinema. Seu desempenho será premiado com uma divertida entrega de estatuetas do Oscar. Confira abaixo o resultado da edição de lançamento:



Respostas - Edição de lançamento:

1) 1923

2) Charlie Chaplin

3) Vendia cachorro-quente

4) Super Homem

5) Mel Gibson

6) Gramado

FICÇÃO E A REALIDADE (reportagem em 5 partes)


Parte 1 -V DE VINGANÇA
Política e cinema têm relações, muitas vezes, perniciosas. Esta série de reportagens do blog da Revista Claquete! vai analisar, todo mês, uma produção hollywoodiana e verificar de que forma arte e realidade se conectam, onde há deturpação de informação e o que é, de fato, realidade. Os filmes escolhidos foram V de Vingança, 300, Falcão Negro em Perigo, A Paixão de Cristo e Torres Gêmeas.

Quem abre a série é V de Vingança. Primeiro, a resenha: baseado em uma revista em quadrinhos homônima, o filme mostra que, num futuro não muito distante, uma Inglaterra fascista troca a liberdade pela “segurança” de um Estado totalitário. Homossexuais, mulçumanos, artistas e todos que se opõem ao governo foram reprimidos em campos de concentração. Uma das cobaias desses experimentos consegue fugir e traça um plano para libertar as pessoas do autoritarismo, ao mesmo tempo em que tece sua vingança pessoal. Inspirado num revolucionário do século 17, “V“ explode o Ministério da Justiça e avisa a população: no dia 05 de novembro ele planeja bombardear o Parlamento Inglês e pede que todos assistam e derrubem o governo. ? Polêmico do princípio ao fim, o filme faz a levantou a questão: seria irresponsabilidade apresentar um herói cujos métodos de combate incluem a utilização de bombas, como fazem os terroristas?

Agora, aceite a idéia de que a história do filme e da HQ da qual se origina (escrita por Allan Moore em 1982) seria nossa realidade e considere todas as artimanhas utilizadas pelo governo fascista para controlar a população. A conclusão a que se chega é que, de fato, ficção e a realidade são praticamente irmãs gêmeas! Há câmeras espalhadas por toda a cidade de Londres, eliminando a liberdade de agir, ir e vir. E o mais interessante: embaixo de cada câmera há uma placa com a frase “Para sua segurança”. Grande argumento, já que, desta forma, todos aceitam a condição: perde-se a liberdade, mas você está mais “seguro”. Qualquer semelhança com nossa realidade não é mera coincidência. Logo após os atentados de 11 de setembro, Bush implementou o Decreto Patriota, que viola toda informação pessoal dos cidadãos americanos. Com o Decreto, é possível saber qual livro o vigiado retirou na biblioteca.

O governo detém uma rede de TV e rádio. Logo, toda informação é manipulada. Em uma cena, logo após “V” explodir um prédio, a rádio anuncia que “tal explosão foi uma demolição de emergência executada à noite para evitar congestionamento”. Não falaram a verdade para impedir que mais pessoas se simpatizassem com as idéias do “terrorista”. Apenas boas notícias das atitudes do governo são transmitidas à população. No horário nobre, todos os programas têm conteúdo violento. Dessa forma, o povo sente que precisa da proteção do Estado. Sentiu algum deja vu?

Há sempre mensagens espalhadas pelas paredes da cidade, como “Força através da pureza, pureza através da fé”, dando um ar de esperança. Outro cartaz que aparece freqüentemente diz “Deposite sua fé no Destino”. Vale lembrar que a rádio do governo chame-se “Voz do Destino”. Ou seja, a frase carrega uma mensagem subliminar, pois associa-se o ”destino” (sina) com “Destino” ( rádio ). Quase todo tipo de cultura foi eliminada pelo governo. Quadros, música, filme, qualquer forma de expressão que pudesse fazer as pessoas pensarem, questionarem, deixaram de existir. Na HQ original, há citações a Shakespeare e Rolling Stones até Aleister Crowley e Eva Perón (Evita).

Após assistir e ler “V de Vingança”, a conclusão de que ficção e realidade estão lado a lado é inevitável. A manipulação, a opressão e a dominação de uma ideologia estão presentes em todo tipo de mídia ou veículo de informação. Questionar “quem?” e “por quê?” é essencial para se entender a cultura e, principalmente, a realidade.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

BEM-VINDO AO DESERTO DO REAL

O CONCEITO DE MATRIX

O que é realidade? Como diferenciar o real de um sonho? Com essa premissa, “Matrix” nos dá um banho de respostas, mas nos enche mais ainda de perguntas, afinal e se tudo ao seu redor, como a cadeira que está sentado, as roupas que está vestindo, ou até mesmo as pessoas com quem conversa, forem uma ilusão gerado por computador? A idéia parece absurda no começo, mas pense bem: quando você está sonhando, não parece real? Você nunca gritou quando teve um pesadelo, ou chorou, suou, ficou feliz, e tudo não passava de um sonho? Mas, no momento, não parecia tão real? E se nesse exato momento você ainda estiver sonhando?

Matrix estreou em 1999 e revolucionou toda a indústria do cinema ao jogar no liquidificador ficção cientifica moderna, artes marciais, religião, filosofia, quadrinhos e animação japonesa. O resultado? Uma história surpreendente: um hacker, Thomas Anderson, sente que há algo errado com o mundo, mas não sabe o que é, até ser procurado pelo enigmático Morpheus. O homem diz ter as respostas que Neo (o codinome hacker de Thomas) procura. Resumindo, Neo descobre que o mundo no qual ele viveu foi uma mentira. A humanidade perdeu a guerra contra as máquinas inteligentes e nós passamos a ser criados em casulos, para fornecer energia, vivendo uma ilusão coletiva, que chamamos de realidade. Isto é a Matrix. E tem mais: Neo ainda pode ser o messias que os rebeldes esperam há anos para salvar a humanidade.

O filme dos irmãos Wachowski se tornou um fenômeno ao mostrar que seria possível misturar ação e conteúdo. Em 136 minutos, encontramos referências a Lewis Carrol ,autor de “Alice no país das maravilhas” (“siga o coelho branco”), a filosofia de Platão (a história é inspirada no Mito da caverna), e às religiões, como o budismo (Morpheus é praticamente um Buda com armas) e ao cristianismo (Neo seria o novo Jesus Cristo).



OS SÍMBOLOS DE MATRIX
O filme tem uma série de símbolos escondidos, que dão mais profundidade e valor à obra, se for observado mais atentamente. Abaixo, estão alguns dos principais símbolos:

NEO – É um anagrama de "one" (em inglês , “um”- que também pode ser traduzido como “escolhido”. Neo também tem o fonema de "new" – "novo" (o novo Jesus ) em inglês . O número de seu quarto é 101.

TRINITY - Trindade (a santíssima trindade) . O número de seu quarto é 303.

MORPHEUS – Deus grego do sonho. É ele quem tira Neo do sonho da Matrix e o traz à realidade.

NABUCODONOSOR – A nave dos personagens tem o nome do rei bíblico atormentado por sonhos.


ZION – O nome da última cidade dos humanos na história, faz referência à terra sagrada dos hebreus, Sião.

THOMAS – Autor do principal evangelho gnóstico (religião feita com a interação do judaísmo, budismo e hinduísmo).

O ARQUITETO – O personagem que teria criado a Matrix é uma máquina e se apresenta para Neo como um senhor de cabelos e barbas brancas, assim como é representado Deus.

As roupas de couro preto e os óculos escuros dos personagens representam a rebeldia do sistema à Matrix.

Os Agentes (que são programas de computador, cuja função é defender a Matrix) se vestem sempre de paletó e os cabelos sempre muito arrumados, representando a ordem que deve ser mantida na "realidade".

A roupa que Neo usava antes de conhecer a Matrix era desconfortável, mostrando seu descontentamento com a vida .

Nas cenas que se passam na Matrix sempre há algum tipo de grade nas paredes, teto ou chão. Elas representam a prisão (da mente) feita pelas máquinas. Há quadrados nas paredes que tem a mesma função das grades.

Há sempre algum detalhe em verde nas cenas da Matrix, enquanto que no mundo real os tons são mais azulados .

No mundo real, as câmeras usadas para filmagem tinham lente mais longas, deixando o fundo desfocado e dando mais ênfase nas pessoas . As roupas das personagens são de pano.

A nave Nabucodonosor tinha seus fios expostos, representando um organismo. Os fios são azuis e vermelhos (artérias e veias)

O filme é cheio de reflexos nos óculos, espelhos, nas janelas dos prédios e em uma colher. Passa a idéia de reflexão. Para refletir (em pensamento)

A cena do chafariz é feita apenas com atores gêmeos e trigêmeos, dando a idéia de defeito na Matrix

Neo usa um sobretudo longo semelhante a uma capa (Superman)

O filme estreou na páscoa de 1999 (a páscoa representa a ressurreição de Cristo – Neo seria o novo messias e de fato, ressuscita no final do filme).

Seção: Cantores e bandas retratados em filmes

Este é o primeiro post da seção "Cantores e bandas retratados no cinema", que mostra a opinião de fãs sobre filmes a respeito da vida de seus ídolos. Vale a pena assistir? Até que ponto são reais? Confira!

Os cinco Beatles nos palcos e nas telas

“Os cinco rapazes de Liverpool - Backbeat” (Inglaterra – 1994)
Diretor: Iain Softley
Produção/Distribuição: Universal Home Vídeo
Elenco: Sheryl Lee, Stephen Dorff, Ian Hart, Gary Bakewell, Chris O'Neill, Kai Wiesinger, Carlton Williams, Albert Welling, Sharif Rashed, Rob Spendlove, Scot Williams, James Doherty
Mostrando os Beatles antes da fama e, principalmente, a vida do “quinto beatle”: o baixista Stuart Sutcliffe, o longa “Os cinco rapazes de Liverpool - Backbeat” já foi visto pelo menos dez vezes pelo fã André Calixto Campanini, de 28 anos, analista de sistemas, cantor e guitarrista da banda de rock The Rooves.
Para ele, o filme retrata bem a carreira dos Beatles, pois mostra fatos reais baseados em um livro de mesmo nome, além do lado adolescente dos integrantes da banda, os jovens reais e seus erros, defeitos, brigas e paixões.
André não tiraria nenhuma cena do longa, mas acrescentaria mais cenas de como John Lennon e Paul McCartney começaram a compor, ou seja, os bastidores da criação de algumas canções. “Mas creio que só eu penso isso”. Ele conta que o centro do filme era a presença de Stuart Sutcliffe nos Beatles, que não se envolvia nas criações, influenciava mais o visual e a atitude.
Para o analista de sistemas, o filme foi bem produzido, contando com músicos excelentes, que valorizaram o que os Beatles tinham de melhor: a música. Ele destaca as cenas de shows em Hamburgo e no Cavern Club.
Sobre o que os Beatles acharam do filme, André conta que Paul McCartney não gostou muito, considerou que o retrataram “pouco rock’n’roll”, além de que, músicas que ele conduzia foram conduzidas no longa por John ou Stuart. George e Ringo não comentaram.
O fã recomenda, para quem quiser conhecer mais sobre a banda, o especial “Anthology” (1995) e os filmes em que eles próprios atuaram: “A Hard Day's Night” (1964), Help! (1965), “Magical Mystery Tour” (1967), “Yellow Submarine” (1968) e o documentário “Let It Be” (1970).

Opinião Claquete!: Particularmente, eu achei o filme um tanto confuso. Acredito que a vida dos artistas é tenha sido confusa, mas, mesmo assim não me agradou muito. Só que não tem como negar a qualidade dos músicos e das canções. Para quem curte Beatles bem no comecinho da carreira, indico o CD Tony Sheridan and The Beatles, gravado em 1961, que aparece no filme e tem os rapazes de Liverpool como banda de apoio.

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