Um avião que ruma a um lugar qualquer. Pessoas e malas engalfinham-se nos estreitos corredores, um passageiro (geralmente uma autoridade política, filhos de empresários ricos ou executivos de uma grande empresas) é abordado por outro passageiro aparentemente inofensivo, enquanto a comissária-de-bordo pergunta com um sorriso amarelo: “Alguém quer uma bebida?” E os dois respondem: “Um whisky duplo, com muito gelo”!Depois de saborearem o whisky para ficarem “tranqüilos”, falam sobre o jogo de futebol americano do dia anterior, de como está o tempo, enfim, uma conversa de quem não tem assunto. Nesse interim, a comissária faz gestos de como posicionar as máscaras de oxigênio que cairão sobre as cabeças de quem está a bordo, caso aconteça alguma turbulência ou despressurização do avião.
O pássaro de aço decola e os passageiros sentem frio na barriga. A 30 mil pés do chão, o homem suspeito se levanta da poltrona e anuncia: “Isso é um seqüestro. Fiquem quietos! Eu tenho uma bomba e posso usá-la a qualquer momento...”.
Acho que já dá para adivinhar do que eu estou falando, não é leitor? Eu também gosto de filmes que tenham um avião como cenário: toda a movimentação, as turbulências enfrentadas pelo terrorista, (que assume o comando da aeronave sem o menor preparo), entre outros clichês comuns no gênero.
Santos Dumont ficaria feliz com a popularidade que sua invenção alcançou nas telonas e também na TV. A sessão de filmes da Rede Globo, Tela Quente, exibiu nos meses de setembro e outubro, três filmes envolvendo esse meio de transporte.
No dia 8 de setembro, foi exibido o longa United 93, que conta a história real das vítimas do acidente com o vôo 93 da United Airlines, durante a série de atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001.
Os terroristas tinham o plano de colidi-lo com a Casa Branca, no entanto, ele caiu num campo aberto, no Estado da Pensilvânia matando 45 pessoas entre passageiros, tripulantes, piloto e co-piloto.
O filme é entremeado por cenas reais captadas pelas redes de televisão de maior audiência dos Estados Unidos, como CNN e NBC.Os passageiros ligam o tempo todo para seus familiares numa despedida distante e com muitas lágrimas. É um pouco maçante de assistir, mas, no fim, você se emociona e se pergunta: “Como esses passageiros tiveram coragem para enfrentar os terroristas?”.
Já no dia 22 do mesmo mês, exibido Plano de Vôo, no qual a atriz Jodie Foster interpreta uma mulher viúva, que viaja de Berlim para NovaYork com sua filha de seis anos.
Depois de entrar no avião, ela toma calmantes e adormece. Ao acordar, percebe que Júlia sumiu e começa uma busca desesperada pela menina, além de tentar provar aos passageiros e à tripulação que não está sob efeito dos remédios e, que a criança realmente desapareceu da aeronave.
Plano de Vôo é mais um dos grandes sucessos da carreira de Jodie Foster, mestra nos filmes de suspense, ela mostra que ainda está em forma. Destaque para a cena em que ela usa a dinamite trazida pelo seqüestrador para explodi-lo, juntamente com o porão da aeronave, que felizmente já havia aterrissado. O efeito especial é muito bom.
Em 20 de outubro, a sessão exibiu o título Vôo Noturno. A trama é bastante simples.
Uma jovem gerente de hotel, com medo de avião, viaja de volta para casa após o funeral da avó. Senta-se na poltrona ao seu lado, um jovem bom-papo, bem vestido por quem ela logo demonstra interesse, porém, esse clima tranqüilo predomina só aqui embaixo, já que quando estão nas alturas, ele revela que é membro de uma organização criminosa e ameaça a vida da garota se ela ajudá-lo a matar o Secretário de Segurança da Flórida, que está hospedado no hotel onde ela trabalha.
Como vemos, os aviões são palco para muito suspense, horror e drama e, apesar dos clichês são boas pedidas para quem quer sentir um frio na barriga sem sair do chão.
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